17 de fevereiro de 2012
Em uma época em que organizações não-governamentais sofrem um processo de criminalização pública, causado pelo vínculo suspostamente ilícito de parte delas com o poder público, ações para ampliar a cultura de transparência do setor social avançam no Brasil.A mais recente vem da Abong, que implementou, ao longo de 2011, o projeto “Transparência e legitimidade das organizações da sociedade civil – Fortalecimento da esfera pública no Brasil”.
A iniciativa, que engloba um site referência e um estudo, “Cultura e Práticas de Transparência na Internet – Mecanismos Adotados pelas Associadas da ABONG”, pretende ser uma contribuição para garantir maior legitimidade e credibilidade das associadas e organizações de mesmo perfil político, interferindo positivamente em sua sustentabilidade política e financeira. Mais do que isso, segundo Vera Masagão, integrante da diretoria executiva da Abong, abre-se um espaço de divulgação e análise do conceito de transparência, bem como de troca de instrumentais e experiências de prestação de conta.
Dividido em seis capítulos, o estudo é uma análise sobre a transparência e legitimidade das organizações da sociedade civil brasileira, de autoria de Fabiano Angélico, especialista em transparência, accountability e combate à corrupção pelo Centro de Direitos Humanos da Universidade do Chile. Ao explorar o contexto internacional e brasileiro, além de apostar em um esclarecimento conceitual e metodológico, o trabalho tem como fim democratizar ferramentas de transparência e prestação de contas.
Enquanto isso, o hotsite de transparência tem como foco rebater o contexto de criminalização e tentativas de deslegitimação do trabalho das organizações e movimentos sociais. A idéia, aqui, é motivar um espaço destinado para divulgação e análise do conceito de transparência, além de troca de ferramentas e experiências nesse assunto.