Faz tempo que tenho admiração pelo trabalho da ONG SPARC, de Mumbai, liderada pela magnífica Sheela Patel. Trabalhando com a Federação de Comunidade de Favelados e negociando com o Banco Mundial e governos estaduais, estes parecem oferecer uma “terceira alternativa” entre o Estado e os fornecedores privados de serviços.
No ano passado, nas sessões do Fórum Mundial Skoll organizadas pela Vilans, assisti à palestra de Nancy Kete, da EMBARQ, falando com muita energia sobre a história de como havia revolucionado o transporte público em algumas das maiores cidades do mundo.
É sempre estimulante conhecer organizações que estão envolvendo outras entidades, introduzindo recursos diversificados e obtendo resultados numa escala desproporcional ao seu tamanho; no entanto, parece haver muito poucas delas em comparação aos devastadores problemas sociais e ambientais que enfrentamos.
O editor convidado, Alejandro Litovsky, fala sobre a necessidade de “intervenções em nível de sistemas” e de “formas mais efetivas de governabilidade capazes de gerenciar mercados, instituições e capital social de uma maneira mais inteligente”. Será que teríamos uma lição a aprender das organizações de muito sucesso e aplicá-la mais amplamente?
Esta é a questão que esta edição da Alliance pretende analisar. Existem lições universais que poderiam nos ajudar? A mensagem mais contundente que surge deste tema especial da Alliance sobre “Repensando a Escala” é, talvez não surpreendentemente, a importância da colaboração ou como afirma Litovsky: “como os novos relacionamentos, parcerias e redes podem levar a soluções específicas, próximas a intervenções em nível de sistemas”. A certeza é que todos os contribuintes oferecem suas visões práticas sobre como as fundações e os investidores sociais podem ser mais eficientes na provisão de soluções que desejam apoiar.
*Caroline Hartnell é editora chefe da revista Alliance.